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abordagem

Aprendi, desde o início da minha formação, a questionar os rótulos de diagnóstico como aspecto definidor das práticas de intervenção mais eficazes. Opto por abordar cada pessoa como um ser complexo num processo contínuo de construção, que pode incluir os sintomas como estratégias de adaptação a uma situação percebida como desafiante (presente ou passada).

A teoria da Vinculação foi desde sempre uma referência importante no meu trabalho, graças à colaboração que mantive com a investigação desenvolvida nesta área.

Criada por John Bowlby a partir da teoria psicanalítica de Freud,  a teoria da vinculação reconhece a importância  das experiências precoces, atribuindo à relação precoce um papel central na forma como a experiência se organiza (estratégias de auto-regulação e exploração do contexto), bem como na possibilidade de construção de dificuldades.

A relação terapêutica segura constitui um elemento central do processo, como facilitador de um sentido de estabilidade que permite desenvolver formas alternativas de explorar os contextos de vida.

Abordo a psicoterapia desde uma perspetiva Constructivista (Jean Piaget, Lev Vygotsky, Michael J. Mahoney, Jonathan D. Raskin), que parte da compreensão das pessoas como seres complexos em continua construção de si e do seu contexto.

Metodologicamente, apoio a minha prática na Terapia Prescritiva (Larry E. Beutler) e na Terapia Cognitivo-Comportamental Baseada em Processos (Steven Hayes).
Utilizo estratégias da Terapia Cognitivo-Comportamental clássica (que foca os aspectos comportamentais e cognitivas da experiência) e dos seus desenvolvimentos mais recentes - Terapia Comportamental Dialéctica (DBT, Linehan) e a Terapia de Aceitação e compromisso (ACT, Hayes) - que incluem o trabalho em torno das dimensões emocional, corporal e a exploração de valores e direcções valorizadas.

​Identifico-me com a perspectiva de Abraham Maslow quando diz:

Uma boa psicologia deve incluir todas as técnicas metodológicas, sem fidelidade a um método, a uma ideia ou a uma pessoa em particular.

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Proponho-me a ajuda-lo a diversificar as estratégias de que dispõe para enfrentar desafios, para criar formas mais coerentes de se experienciar.

Dependendo dos seus objectivos, incluo nomeadamente: 

  • Compreender os sintomas, os seus significados e implementar estratégias para os gerir e reduzir; 

  • Explorar e ampliar estratégias de auto-cuidado; 

  • Explorar a sua relação com as diversas dimensões de si (emocionais, cognitivas, corporais e espirituais) e desenvolver modos alternativos de se experimentar e expressar; 

  • Desenvolver competências específicas que pode usar para fazer frente aos desafios; 

  • Clarificar e explorar a forma como se construiu, as aprendizagens que fez e a forma como estas o poderão estar a limitar no presente;

  • Explorar os seus valores, a sua identidade particular e aquilo que o motiva, para criar um maior sentido de coerência e ampliar as possibilidades de se encaminhar para objectivos valorizados.

PilgriminProcessMichael J. Mahoney
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TEMPELHOFER FELD

© 2025 por Inês Felgueiras

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